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sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Dislexia

Dislexia é um transtorno genético e hereditário da linguagem, de origem neurobiológica, que se caracteriza pela dificuldade de decodificar o estímulo escrito ou o símbolo gráfico. A dislexia compromete a capacidade de aprender a ler e escrever com correção e fluência e de compreender um texto. Em diferentes graus, os portadores desse defeito congênito não conseguem estabelecer a memória fonêmica, isto é, associar os fonemas às letras.
De acordo com a Associação Brasileira de Dislexia, o transtorno acomete de 0,5% a 17% da população mundial, pode manifestar-se em pessoas com inteligência normal ou mesmo superior e persistir na vida adulta.
A causa do distúrbio é uma alteração cromossômica hereditária, o que explica a ocorrência em pessoas da mesma família. Pesquisas recentes mostram que a dislexia pode estar relacionada com a produção excessiva de testosterona pela mãe durante a gestação da criança.
Sintomas
Os sintomas variam de acordo com os diferentes graus de gravidade do distúrbio e tornam-se mais evidentes durante a fase da alfabetização. Entre os mais comuns encontram-se as seguintes dificuldades: 1) para ler, escrever e soletrar; 2) de entendimento do texto escrito; 3) para de identificar fonemas, associá-los às letras e reconhecer rimas e aliterações; 4) para decorar a tabuada, reconhecer símbolos e conceitos matemáticos (discalculia); 5) ortográficas: troca de letras, inversão, omissão ou acréscimo de letras e sílabas (disgrafia); 6) de organização temporal e espacial e coordenação motora.
Diagnóstico
O diagnóstico é feito por exclusão, em geral por equipe multidisciplinar (médico, psicólogo, psicopedagogo, fonoaudiólogo, neurologista). Antes de afirmar que uma pessoa é disléxica, é preciso descartar a ocorrência de deficiências visuais e auditivas, déficit de atenção, escolarização inadequada, problemas emocionais, psicológicos e socioeconômicos que possam interferir na aprendizagem.
É de extrema importância estabelecer o diagnóstico precoce para evitar que sejam atribuídos aos portadores do transtorno rótulos depreciativos, com reflexos negativos sobre sua auto-estima e projeto de vida.
Tratamento
Ainda não se conhece a cura para a dislexia. O tratamento exige a participação de especialistas em várias áreas (pedagogia, fonoaudiologia, psicologia, etc.) para ajudar o portador de dislexia a superar, na medida do possível, o comprometimento no mecanismo da leitura, da expressão escrita ou da matemática.
Recomendações
* Algumas dificuldades que as crianças podem apresentar durante a alfabetização só ocorrem porque são pequenas e imaturas e ainda não estão prontas para iniciar o processo de leitura e escrita. Se as dificuldades persistirem, o ideal é encaminhar a criança para avaliação por profissionais capacitados;
* O diagnóstico de dislexia não significa que a criança seja menos inteligente; significa apenas que é portadora de um distúrbio que pode ser corrigido ou atenuado;
* O tratamento da dislexia pressupõe um processo longo que demanda persistência;
* Portadores de dislexia devem dar preferência a escolas preparadas para atender suas necessidades específicas;
* Saber que a pessoa é portadora de dislexia e as características do distúrbio é o melhor caminho para evitar prejuízos no desempenho escolar e social e os rótulos depreciativos que levam à baixa-estima.                                                                            http://drauziovarella.com.br/letras/d/dislexia/

Como Ensinar Disléxicos


Ensinar exige a criação de materiais facilitadores. É importante ter a atenção em vários fatores, para facilitar a compreensão dos conteúdos.

·         Use um tipo de letra clara e direita, tipo verdana, no tamanho 12 ou superior, preferencialmente num tom escuro;

·         Use espaçamento de 1,5 ou 2;

·         Opte pelo negrito em vez de itálico ou sublinhado;

·         Use texto não justificado ou justificado à esquerda, os espaços brancos distraem o leitor disléxico;

·         Faça frases e parágrafos curtos e objetivos;

·         Estruture o melhor que for possível: use títulos, listas com números ou bolas, esquemas;

·         Comece sempre uma nova frase no início da linha e não no fim da frase anterior;

·         Opte pelas colunas em vez de linhas compridas;

·         Use um fundo claro, mas sem ser branco;

·         Use e abuse de imagens ou gráficos, ajuda o disléxico a reter a informação;

·         Não use abreviações e evite a hifenização;

·         Use caixas de texto para evidenciar partes importantes do texto.


segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Situações ligadas a sentimentos e a relacionamentos.

Uma das questões que frequentemente surge na sala de aula é a questão da indisciplina, mas não é somente esse comportamento que atrapalha o gerenciamento da sala. Há também a timidez, o bullying, a criança que usa de mentiras, de chantagens, há os que não têm amigos, os que conversam demais, os que provocam os outros e um sem número de situações ligadas a sentimentos e a relacionamentos.

Não importa o comportamento inadequado apresentado, o fato é que eles podem ser enquadrados em quatro grandes motivos:

·         Busca de Atenção
Eles querem ser amados, elogiados, vistos e valorizados e como não conseguem ter o que buscam de um modo natural, provocam situações negativas para ter alguma atenção. Afinal ser repreendido, receber uma advertência é melhor que não receber nada.

·         Busca de Poder
A criança ou jovem tem exemplos no lar de que ter poder é ter controle sobre as coisas, ou as pessoas, é ter controle para receber o que se quer, então ela usa da força, da manipulação, mentira e obtém o resultado desejado.

·         Busca de Vingança
A criança ou jovem vive ressentida com as pessoas, acredita que é sempre deixada para trás em todas as situações. É sempre alvo das brincadeiras de mau gosto, por isso vive querendo dar o troco.

·         Busca de autoconfiança
São aqueles alunos que apresentam comportamento de sempre estarem envolvidos em fofocas e confusões. No grupo são aqueles que vivem instigando uns contra os outros, tentando ser agradável com todos não querendo desgostar ninguém.

Quando você olha para os alunos sob o enfoque do Ambiente Emocional deles, fica claro que uma advertência, uma suspensão, um bilhete na agenda de pouco adiantará, muito menos enviar o aluno para a sala da Coordenação ou da Direção.

Dar conta do Ambiente Emocional dos alunos é levar em consideração esses sentimentos e ter um plano de ação para criar um ambiente seguro afetivamente. O texto “Como cativar os seus alunos” enviado anteriormente oferece várias dicas de como você pode começar a estruturar esse ambiente.

Lembre-se:
1.       Conhecer
2.       Conquistar
3.       Confiar

Roseli Brito
Pedagoga - Psicopedagoga - Neuroeducadora e Coach


sábado, 24 de agosto de 2013

Déficit de Atenção

O transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) é uma doença cercada de controvérsia. Por atingir principalmente crianças, muito pais enxergam problemas onde eles não existem — sintomas isolados são comuns nesta fase da vida. Também há quem não preste atenção ao conjunto de sintomas que a caracterizam: quadros de desatenção, hiperatividade e impulsividade de maneira exacerbada. 
Há um grande número de crianças com a doença, reconhecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Segundo dados da Associação Brasileira de Déficit de Atenção (ABDA), cerca de 3% a 5% das crianças brasileiras sofrem de TDAH, das quais de 60% a 85% permanecem com o transtorno na adolescência.
Quando não diagnosticada e tratada, pode trazer sérios prejuízos a curto e longo prazo. Em crianças, é comum a queda no rendimento escolar, por causa de desorganização, da falta de paciência para assistir às aulas e estudar.
Confira abaixo oito desses sintomas:
1.            Distração - A criança com TDAH não tem paciência nem para concluir um pensamento. Assim, ela acaba agindo sem pensar e chega a ser impulsiva e explosiva em alguns momentos. Os rompantes podem ser vistos, por exemplo, durante brincadeiras com os demais colegas que culminem em brigas ou discussões, barulhos ou movimentações. Elas também se perdem em pensamentos “internos” e chegam a dar a impressão de serem “avoadas”. Essas distrações podem prejudicar o aprendizado, levando o aluno a ter um desempenho muito abaixo do esperado.
2.      Perda de Objetos - Perder coisas necessárias para as tarefas e atividades, tais como brinquedos, obrigações escolares, lápis, livros ou ferramentas, é quase uma rotina. A criança chega a perder o mesmo objeto diversas vezes e esquece rapidamente do que lhe é dado.
3.      Impaciente – O impaciente não consegue manter a atenção por muito tempo. Por isso tem dificuldade em terminar a tarefa escolar, pois não consegue  manter concentrada do começo ao fim, e acaba se levantando, andando pela classe, brincando com o colega, fazendo desenhos...
4.      Movimentação - Constante - Traço típico da hiperatividade, é comum que mãos e pés estejam sempre em movimento, já que ficar parado é praticamente impossível. A criança acaba se levantando toda hora na sala de aula e costuma subir em móveis e em situações nas quais isso é inapropriado. Para os pais, é como se o filho estivesse “ligado na tomada”.
5.      Passeios e Brincadeiras - Existe grande dificuldade em participar de atividades calmas e em silêncio, mesmo quando elas são prazerosas. Em vez disso, preferem brincadeiras nas quais possam correr e gritar à vontade. Por isso costumam ser vetados de algumas festas de aniversário ou passeios escolares.
6.      Paciência - Tendem a ser impulsivas e não conseguem esperar pela sua vez em filas de espera em lojas, cinema ou mesmo para brincar. É comum ainda que não esperem pelo fim da pergunta para darem uma resposta e que cheguem a interromper outras pessoas.
7.      Desatenção - Distraída e sem conseguir prestar atenção na conversa, dificilmente consegue se lembrar de um pedido dos pais ou mesmo de uma regra da casa. A sensação que se tem é a de que ela vive “ no mundo da lua”. É comum, portanto, que os pais acabem repetindo inúmeras vezes a mesma coisa para a criança, que nunca se lembra do que foi dito.
8.      Impulsividade - A criança com TDAH não tem paciência nem para concluir um pensamento. Assim, ela acaba agindo sem pensar e chega a ser impulsiva e explosiva em alguns momentos. Os rompantes podem ser vistos, por exemplo, durante brincadeiras com os demais colegas que culminem em brigas ou discussões.
 IDENTIFICOU ALGUM DE SEUS ALUNOS? MUITOS?
VOCÊ OS CLASSIFICA COMO INDISCIPLINADOS? ENTÃO, ATENÇÃO. 

* Fontes: Maria Conceição do Rosário, psiquiatra e professora do Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e do Child Study Center, da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, e Thiago Strahler Rivero, psicólogo do Departamento de Psicobiologia do Centro Paulista de Neuropsicologia da Unifesp.

sábado, 17 de agosto de 2013

Conquiste os seus Alunos.

A essência do que é criar um relacionamento baseado no Amor e não na nota bimestral.

      De acordo com uma pesquisa, apenas um a cada quatro alunos do sexto ano ao ensino médio dizem que as suas escolas oferecem um ambiente acolhedor. Esta constatação é surpreendente!
       Como podemos inspirar os alunos a mostrar empatia uns pelos outros, se nós falhamos em mostrar isso em nós? O nosso foco está centrado no desenvolvimento acadêmico e acabamos esquecendo os pequenos gestos que demonstram carinho.
        Interessante dizer que, o caminho mais rápido para o sucesso acadêmico de muitos alunos é através dos seus corações. Eles não se importam com quanto nós sabemos, o que eles querem saber é o quanto nós nos importamos com.

25 dicas para práticas diárias:
1.      Aprenda o nome dos seus alunos
2.     Lembre a data de aniversário deles
3.     Pergunte como eles estão e/ou como se sentem
4.     Olhe nos olhos quando conversar com eles
5.     Ria junto com eles
6.     Diga-lhes o quanto você gosta de estar com eles
7.      Encoraje-os a pensar grande
8.     Incentive-os a persistirem e celebre os resultados
9.     Compartilhe do entusiasmo deles
10. Quando estiverem doentes envie uma carta ou um bilhete
11.   Ajude-os a tornarem-se experts em algo
12.  Elogie mais e critique menos
13.  Converse a respeito dos sonhos ou do que os afligem
14. Respeite-os sempre
15.  Esteja sempre disponível para ouvi-los
16. Apareça nos eventos que eles realizarem
17.  Encontre interesses em comum
18. Desculpe-se quando fizer algo errado
19. Ouça a música favorita deles com eles
20.      Acene e sorria quando estiver longe
21.  Agradeça-os
22. Deixe claro o que você gosta neles
23. Recorte figuras, artigos de revistas que possam interessá-los
24.Pegue-os fazendo algo certo e cumprimente-os por isso
25. Dê-lhes sua atenção individual

        Coloquem em prática essas dicas e veja a mudança no comportamento dos seus alunos.



Um beijo no coração! 

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Algumas considerações para o próximo planejamento:


ANALISAR OS RESULTADOS DO ANO ANTERIOR
COMO FAZER DIFERENTE
COMO GERENCIAR A SALA DE AULA
COMO RESOLVER OS CONFLITOS
DETECTAR HABILIDADES E NECESSIDADES


    O Plano de Ação serve para analisar a melhor maneira de conduzir os alunos a um novo patamar de aprendizado, não apenas pedagógico, mas de vida, de auto estima, de relacionamento, de valores.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Escola de Formação e Aperfeiçoamento dos Professores do Estado de São Paulo "Paulo Renato Costa Souza" – EFAP

As atribuições da Escola de Formação de Professores incluem formação continuada aos profissionais da educação por meio de cursos de aperfeiçnto, atualização, especialização, orientações técnicas e outras ações visando melhorar o desempenho dos profissionais e implementar novos conceitos em educação e gestão. Alguns cursos oferecidos pela EFAP são desenvolvidos em parcerias com a USP, UNICAMP, UNESP, Universidade Anhembi Morumbi, Fundação Lemann, Instituto Crescer, British Council além de empresas e entidades privadas.
Fique atento ao http://www.escoladeformacao.sp.gov.br/  para conhecer as datas de inscrição dos cursos e os programas especiais oferecidos.